A iniciativa prevê a produção de um conjunto integrado de resultados destinados a apoiar a avaliação da maturidade digital, reforçar capacidades institucionais e assegurar a sustentabilidade da cooperação entre os países PALOP, através de instrumentos metodológicos, soluções tecnológicas, ações de capacitação e mecanismos de governação.
▼ OE 1 | Evidência e diagnóstico da maturidade digital
Realização 1: Os PALOP e os parceiros passam a partilhar uma leitura comum e comparável da maturidade digital, fundamentando decisões em evidências próprias e em aprendizagem Sul-Sul, em vez de instrumentos externos dispersos.
R1.1 Estudo Inicial Bilingue (PT–ES) sobre a Maturidade Digital dos PALOP em Modernização Administrativa, incluindo perfis sintéticos por cada país PALOP.
I1.1.1 Estudo inicial publicado em acesso aberto.
I1.1.2 Quatro perfis sintéticos por país (6 a 10 páginas cada) publicados em PT–ES.
I1.1.3 Pelo menos 500 descarregamentos cumulados até ao final da iniciativa.
▼ OE 2 | Quadro comum de avaliação da maturidade digital
Realização 2: Os PALOP passam a avaliar a maturidade digital da sua modernização administrativa com um instrumento comum, adaptado ao seu contexto e validado.
R2.1 Quadro de Referência TriDigital PALOP para a Avaliação da Maturidade Digital.
I2.1.1 Quadro de Referência validado por todos os parceiros do consórcio.
I2.1.2 Matriz com um mínimo de 25 indicadores, organizados em pelo menos 3 dimensões temáticas.
I2.1.3 Modelo de níveis de maturidade com pelo menos 4 níveis explicitamente caracterizados.
R2.2 Manual Metodológico Bilingue (PT–ES) do Quadro de Referência TriDigital PALOP.
I2.2.1 Manual Metodológico publicado em acesso aberto, de mínimo 30 páginas, em PT–ES.
I2.2.2 Manual aplicado e referenciado na aplicação demonstrativa e no programa de capacitação.
▼ OE 3 | Autoavaliação e monitorização contínua
Realização 3: As instituições dos PALOP passam de diagnósticos pontuais para uma autoavaliação e monitorização contínuas e autónomas da maturidade digital.
R3.1 Plataforma TriDigital PALOP funcional.
I3.1.1 Plataforma TriDigital PALOP disponível online, em PT–ES.
I3.1.2 Módulo de autoavaliação institucional operacional.
I3.1.3 Dashboard com visualizações comparativas por país e dimensão.
R3.2 Manual de utilização da Plataforma TriDigital PALOP.
I3.2.1 Manual de utilização publicado em PT–ES.
I3.2.2 Manual integrado na Plataforma como secção de apoio ao utilizador.
▼ OE 4 | Capacitação e autonomia técnica
Realização 4: Os pontos focais e os quadros técnicos PALOP tornam-se capazes de aplicar o Quadro, operar a Plataforma e interpretar os resultados de forma autónoma.
R4.1 Programa de capacitação desenhado.
I4.1.1 Programa de capacitação publicado em PT–ES.
I4.1.2 Programa cobre Quadro, Plataforma e interpretação de resultados.
R4.2 Três webinars temáticos bilingues.
I4.2.1 3 webinars realizados com gravações e transcrições.
I4.2.2 Pelo menos 200 participantes cumulados.
I4.2.3 Pelo menos 75% de avaliações positivas.
R4.3 Aplicação Demonstrativa do Quadro de Referência em Moçambique.
I4.3.1 Aplicação demonstrativa realizada em Maputo.
I4.3.2 Perfil Completo de Maturidade Digital de Moçambique publicado.
▼ OE 5 | Sustentabilidade e continuidade institucional
Realização 5: A cooperação triangular e as avaliações de maturidade digital prosseguem para além da iniciativa.
R5.1 Aliança TriDigital PALOP permanente.
I5.1.1 Memorando da Aliança assinado por todos os parceiros.
I5.1.2 Modelo de Governação tripartida aprovado.
I5.1.3 Evento final de lançamento da Aliança e da Plataforma realizado.
R5.2 Lições Aprendidas Bilingues (PT–ES).
I5.2.1 Documento publicado em acesso aberto.
I5.2.2 Pelo menos 50% dos autores são mulheres ou afiliados a instituições PALOP.
▼ OE 6 | Coordenação, monitorização e comunicação
Realização 6: Coordenação geral eficaz e efetiva, com garantia do cumprimento normativo e visibilidade institucional para as entidades financiadoras.
R6.1 Governação estratégica da iniciativa.
R6.2 Estratégia de divulgação, visibilidade e comunicação.
R6.3 Relatórios técnico e financeiro final.
R6.4 Mecanismos de acompanhamento e avaliação operacionalizados.
A arquitetura da intervenção TriDigital PALOP assenta numa lógica de causalidade linear e cumulativa, onde a entrega dos resultados esperados constitui a condição necessária e suficiente para a concretização dos Objetivos Específicos. Esta abordagem aborda a fragmentação metodológica atual, substituindo-a por uma infraestrutura de governação digital endógena, autónoma e sustentável. Como ponto de partida, a ausência de instrumento metodológico próprio, partilhado e bilíngue leva a que a avaliação da maturidade digital dos PALOP permaneça dependente de instrumentos externos episódicos, concebidos para outras realidades e sem comparabilidade contextual entre países, o que limita a capacidade de fundamentar decisões em evidência própria. O alinhamento causal entre produtos e objetivos depende:
Da Evidência à Harmonização Conceitual (OE1 e OE2): O Estudo Inicial (R1.1) estabelece a linha de base empírica indispensável para mapear as assimetrias e os pontos de convergência entre os países. Esta evidência quantitativa e qualitativa sustenta o desenvolvimento do Quadro de Referência (R2.1) e do respetivo Manual Metodológico (R2.2). Os indicadores associados (I1.1.1 a I2.2.2) não medem apenas a entrega formal de documentos, mas validam a aceitação multilateral e a robustez científica das matrizes comuns, garantindo que as decisões futuras se baseiam em critérios partilhados.
Da Instrumentação à Autonomia Operacional (OE3 e OE4): A transição do plano conceptual para o plano prático realiza-se através da Plataforma TriDigital (R3.1). Esta solução tecnológica materializa o Quadro de Referência, transferindo a capacidade de monitorização às instituições dos PALOP. Para assegurar a apropriação e mitigar o risco de subutilização da tecnologia, o iniciativa acopla à plataforma um ecossistema de capacitação (R4.1, R4.2) e uma aplicação demonstrativa em Moçambique (R4.3). A correlação é verificada por indicadores de adesão, impacto e inclusividade (como a representação de género e limiares de satisfação), demonstrando que o conhecimento foi fixado localmente.
Da Experimentação à Sustentabilidade Institucional (OE5): O impacto duradouro da iniciativa depende da transição de uma iniciativa com termo fixo para uma estrutura de cooperação permanente. O Memorando e o Modelo de Governação Tripartida (R5.1), com sede institucional na UNU-EGOV, oferecem o enquadramento jurídico e político para que as autoavaliações prossigam de forma contínua. Os indicadores ligados às Lições Aprendidas (R5.2) fecham o ciclo da Teoria da Mudança, transformando a experiência prática em conhecimento científico de acesso aberto orientado para políticas públicas.
A matriz apresenta uma correlação rigorosa em que os indicadores SMART atuam como pontos de verificação de transição institucional. Cada meta alcançada valida a passagem da iniciativa para o patamar seguinte, garantindo que o percurso entre o diagnóstico inicial e a autonomia governativa plena seja mensurável e sustentável.